Você está doente, desanimado, estressado ou tudo ao mesmo tempo?

por Christian Barbosa

doente

Conversando com um leitor no aeroporto, que falava sobre o porquê ele não fazia o que deveria ser feito para ter mais equilíbrio e resultado, ele levantou uma questão interessante. Faz três anos que ele vive entre altos e baixos com a sua saúde. Nos melhores momentos ele dá um gás em direção ao que ele busca, mas logo depois vem algum problema de “saúde” que gera o desânimo, cansaço e a paralisação.

Ele foi ao médico, mas apenas para soluções pontuais, começou o coaching, que o ajudou, mas parou na metade. Agora ele está na terapia e começou a descobrir a possível origem dos seus problemas de “saúde”. Está animado e prometeu me escrever contando o resultado.

Com certeza você conhece alguém que rasteja pelo dia, cansado, desanimado ou sempre reclamando de alguma doença que surgiu de forma inesperada. Sempre há algo que não permite que a pessoa tenha sua plena performance em ação e, com isso, os anos vão passando nesse padrão.

Eu acredito profundamente que todos os nossos problemas de saúde tem uma lição a nos ensinar. No auge do meu estresse, eu não fiquei mal à toa, eu precisava aprender a diminuir o ritmo. Se eu não tivesse ficado doente, nunca teria mudado.

Se você está doente, precisa procurar um médico, não pode adiar. Além disso, se pararmos para entender a lição por trás do problema, talvez possamos descobrir que temos um ciclo: a rotina gera estresse, que por consequência mina nosso sistema imunológico, acabamos perdendo o ritmo  e isso pode gerar um inexplicável  desânimo.

O problema pode ser o emprego, o chefe, os colegas, os sistemas, os clientes, etc. Pode ser também algo interno que você precisa descobrir com ajuda de alguém. Qual é a solução? Eu não sei, acho que não existe uma resposta fácil para isso. Porém, ela começa com você querendo buscar um padrão, o que nem sempre é fácil.

Acredito que com a vida, não podemos ser mornos. Temos que tomar um partido. Deixar-se levar é uma opção para os fracos, os que mais cedo ou mais tarde desistem. Se não temos as respostas, precisamos começar a fazer mais perguntas:

  • O que afasta você de ir em direção ao que te traz felicidade?
  • O que te deixa doente de verdade?
  • Quais são as coisas com as quais você não suporta mais gastar tempo?
  • Quais são as coisas que merecem mais tempo na semana?
  • Qual o próximo passo prático que você vai dar para se sentir melhor nos próximos sete dias?
  • Que tipo de especialista você deveria contratar para te ajudar?
  • O que você precisa mudar na sua rotina?
  • Quem você precisa tirar da sua vida? E quem precisa estar mais na sua vida?
  • Como aproveitar os finais de semana para evoluir?
  • Qual a próxima pergunta que você deveria se fazer?

Se você não tiver tempo para mais nada, pelo menos salve tempo para arrumar sua vida. Ninguém poderá fazer isso por você.

Boas perguntas!

Parece que todos fingem não ver.

Essa semana a “Cruela” mandou um email para toda a equipe elogiando a cada integrante, citando individualmente o potencial de cada um exceto a mim e encaminhou a coordenador, gerente… Me senti péssima, sim. Já fiz tanta coisa e ela mesma chegou e me elogiar, mas parece que eu não estava ali, simplesmente um fantasminha nada de importante faz.

Mesmo sabendo que eu não deveria ficar arrasada, que a intensão dela era mesmo me ferir, permiti e passei o dia chorosa. A noite, com meu marido eu também só conseguia chorar e chorar. Nem deixei q ele se aproximasse de mim.

Fato é que dou muito valor ao meu trabalho e tenho a impressão de que me tornei uma merdinha de profissional.

Em Abril, todas as minhas atividades foram mudadas, fui colocada para fazer pequenas coisinhas e estou de canto. Sinto como se não fizesse mais parte da equipe. Ao questionar sobre minhas atividades, foi-me dito que eu faria o que os outros não têm tempo de aprender para fazer. Virei o suporte para todos, de repente. Não participo mais de reuniões importantes, decisões, soluções (o que sempre fiz de melhor).

Tenho me dedicado a ler TODOS os emails para poder me inteirar sobre o andamento detalhado do projeto.

Alguns dos colegas de trabalho, os quais ajudei, explicando, ensinando o que sabia, me deixam de canto. Vão tomar café entre eles e eu fico ali.

Tenho o sentimento de que não sou uma boa companhia mais.

Um ou outro comenta comigo, que percebe essas coisas. E eu tento me fazer de forte, mas só eu sei como está aqui dentro.

Atualizei o meu currículo, pensei em sair. Mas quis tanto estar ali, lutei tanto e pensar em sair me parece como se eu estivesse assinando a minha confissão de fracasso.

Sobre o assédio moral

 

Encontrei esse material no endereço: http://www.assediomoral.org/IMG/pdf/cartilha_do_NUCODIS_DRT_SC.pdf

Apesar de não ter me encorajado, ainda,  a denunciar, eu achei muito bom. Principalmente por dar um norte quando me sinto tão presa e perdida.

Amigos de confiança também têm tentado me ajudar, estou em busca de tudo que me faça sair desse buraco. Porque tem dias que fico tão deprimida q só penso besteiras.

Acho que minha algoz é do tipo Tassea e Troglodita.

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Conceito

Assédio moral é toda e qualquer conduta que caracteriza comportamento abusivo, freqüente e intencional, através de atitudes, gestos, palavras ou escritos, que possam ferir a integridade física ou psíquica de uma pessoa, vindo a por em risco o seu emprego ou degradando o seu ambiente de trabalho.

Condutas mais comuns que caracterizam o assédio moral

- dar instruções confusas e imprecisas ao trabalhador;
- bloquear o andamento do trabalho alheio;
- atribuir erros imaginários ao trabalhador;
- pedir-lhe, sem necessidade, trabalhos urgentes ou sobrecarregá -lo com tarefas;
- ignorar a presença do trabalhador na frente dos outros e/ou não cumprimentá-lo ou não lhe dirigir a palavra;
- fazer críticas ao trabalhador em público ou, ainda, brincadeiras de mau gosto;
- impor -lhe horários injustificados;
- fazer circular boatos maldosos e calúnias sobre o trabalhador e/ou insinuar que ele tem problemas mentais ou familiares;
- forçar a demissão do trabalhador e/ou transferi-lo do setor para isolá-lo;
- pedir-lhe a execução de tarefas sem interesse e/ou não lhe atribuir tarefas;
- retirar seus instrumentos de trabalho (telefone, fax, computador, mesa, etc…);
- agredir o assediado somente quando o assediador e vítima estão a sós;
- proibir colegas de falar e almoçar com o trabalhador;

 

Perfil da vítima do assédio moral

- Trabalhadores com mais de 35 anos;
- Os que atingem salários muito altos, não se curvam ao autoritarismo nem se deixam subjugar e são mais competentes que o agressor;
- Saudáveis, escrupulosos e honestos, perfeccionistas, não hesitam em trabalhar nos finais de semana, ficam até mais tarde e não faltam ao trabalho mesmo quando doentes;pessoas que têm senso de culpa muito desenvolvido e aqueles que vivem sós;
- Pessoas que estão perdendo a cada dia a resistência física e psicológica para suportar humilhações;
- Portadores de algum tipo de deficiência ou problemas de saúde;
- Os que têm crença religiosa ou orientação sexual diferente daquele que assedia;
- Os que têm limitação de oportunidades por serem especialistas;
- homens em um grupo de mulheres e mulheres em um grupo de homens;
- Com relação às mulheres, acrescentam-se ainda:
· as casadas, grávidas ou as que têm filhos pequenos;

 

Perfil do Assediador 

Quem agride?
- Um superior (chefe) agride um subordinado. É a situação mais freqüente;
- um colega agride outro colega;
- um superior é agredido por subordinados. É um caso mais difícil de acontecer. A vítima vem de fora da empresa, tem uma
maneira de exercer a chefia, que o grupo não aceita. Pode ser também um antigo colega, que é promovido a chefe, sem que o
grupo tenha sido consultado.

Martha Halfeld Furtado de Mendonça Schmidt, em sua obra “O assédio moral no Direito do Trabalho”, apresenta o perfil do assediador (baseado em observações de trabalhadores):

Profeta – para ele demitir é “grande realização”. Gosta de humilhar com cautela, reserva e elegância.

Pit-bull – humilha os subordinados por prazer. É agressivo, violento e até perverso no que fala e em suas ações.

Troglodita – é aquele que sempre tem razão!

Tigrão – quer ser temido p a r a esconder sua incapacidade e necessita de público para sentir-se respeitado.

Mala-babão – é um“capataz moderno” que controla e persegue os subordinados com “mão de ferro”.

Grande irmão – finge ser amigo do trabalhador , mas depois de conhecer seus problemas particulares manipula-o  na primeira oportunidade.

Garganta – vive contando vantagens e não admite que seus subordinados saibam mais que ele.

Tassea (“Tá se achando”) - É confuso e inseguro. Dá ordens contraditórias. Se são feitos elogios ao trabalho, está sempre pronto para recebê-los; contudo, se é criticado, coloca a culpa nos subordinados.

 

Conseqüências do Assédio Moral

a) Perdas para a Empresa:
As perdas para o empregador podem ser resumidas em : queda da produtividade e menor eficiência; imagem negativa da
empresa perante os consumidores e mercado de trabalho; alteração na qualidade do serviço/produto e baixo índice de criatividade;
doenças profissionais , acidentes de trabalho e danos aos equipamentos; troca constante de empregados , ocasionando despesas com
rescisões, seleção e treinamento de pessoal; aumento de ações trabalhistas, inclusive com pedidos de reparação por danos morais.

b) Perdas para o assediado:
Dependendo do perfil psicológico do assediado e de sua condição social, sabe-se que sua capacidade de se rebelar contra o assédio moral no ambiente de trabalho é limitada, justamente por ser o empregado a parte mais fraca da relação. Surgem, então, empregados
desprovidos de motivação, de criatividade, de capacidade de liderança, de espírito de equipe e com poucas chances de se manterem
“empregáveis”.

Acabam por se sujeitar às mais diversas humilhações, adoecendo psicológica e/ou fisicamente. Uma das conseqüências mais marcantes do assédio moral é justamente registrada no campo de saúde e segurança do trabalho, pois, diante de um quadro inteiramente desfavorável à execução tranqüila e segura do serviço que foi lhe conferido, o empregado assediado sente-se ansioso,
despreparado e inseguro.
Em conseqüência, quando não é demitido pela baixa produtividade, aumentam os riscos de vir a sofrer doenças profissionais ou acidentes do trabalho.

 

Como deve se posicionar a vítima diante do assédio moral:
- Conhecer o que é o Assédio Moral e suas características;
- Distinguir do assédio moral outras tensões no trabalho como desavenças eventuais, “stress” e contrariedades; se constatado o assédio, deve reunir provas para a sua comprovação; denunciar o assédio moral aos recursos humanos, à CIPA e ao SESMT
(Serviço Especializado de Segurança e Medicina do Trabalho) da empresa, ao sindicato profissional e à comissão de conciliação prévia, se existente;
- não obtendo êxito quanto a essas últimas providencias, denunciar o assédio ao Ministério do Trabalho e Emprego e ao Ministério Público do Trabalho.

Como deve se posicionar o empregador (empresa) diante do assédio moral:
Se o empregado for vítima de assédio moral no ambiente de trabalho, a empresa será responsabilizada. Poderá a vítima requerer a rescisão indireta de seu contrato de trabalho, e, também, indenização por danos morais e materiais. Em razão, pois, de sua
responsabilidade, cabe ao empregador, diante da notícia de assédio moral, tomar as seguintes providências:
- diagnosticar o assédio,
- identificando o agressor, investigando seu objetivo e ouvindo testemunhas.
- avaliar a situação, através de ação integrada dos recursos humanos, da CIPA e de SESMT.
- buscar, através do diálogo, modificar a situação, reeducando o agressor. Caso isso não seja
possível, deverão ser adotadas medidas disciplinares contra o assediador, inclusive sua demissão, se necessária.
- oferecer todo o apoio médico e psicológico à vitima e, caso já tenha sido demitida, a sua readmissão.
- exige-se da empresa, em caso de abalos à saúde física e/ou psicológica do empregado, decorrentes do assédio,a emissão da CAT - Comunicação de Acidente de Trabalho.

Em caso de empresas de pequeno porte, em que o assediador pode ser o próprio empregador, somente a conscientização e a prevenção podem ser eficazes contra o assédio moral.

 

Ações preventivas da Empresa

Os problemas de relacionamento dentro do ambiente de trabalho e os prejuízos daí resultantes serão tanto maiores, quanto
mais desorganizada for a empresa e maior for o grau de tolerância do empregador, em relação às praticas de assédio moral. Por isso, é importante estabelecer o diálogo sobre os métodos de organização do trabalho, como fator de prevenção e reflexão.

Para conscientizar os trabalhadores é importante a realização de seminários, palestras e outras atividades voltadas à discussão do
problema.

A empresa deve, também, criar um código de ética que proiba todas as formas de discriminação e de assédio moral, que promova a dignidade e cidadania do trabalhador. A fim de tornar efetivas as disposições desse código de ética, devem ser criados na empresa “espaços de confiança”, representados, por exemplo, por “ouvidores”, que receberão e encaminharão as queixas sobre assédio.

Assediada, eu???

E eu achei que isso nunca aconteceria comigo.

Já li tanto a respeito e até já vi esse tipo de coisa acontecendo em ambientes corporativos. Geralmente em empresas pequenas, sem gestão de pessoas, sem metodologia de trabalho…

De repente me vi ali, encurrlada, me sentindo cada vez menor, presa, sem saídas. Como se eu tivesse ficando louca, de repente, me perdendo. Chegando a duvidar da minha própria capacidade, coisa que NUNCA senti.

Sabe, nunca tive medo ou dúvidas do meu potencial, tanto que me aventurei a mudar de área algumas vezes, sempre acreditando no meu potencial de realização, de aprendizado, de lidar com pessoas.

Agora estou aqui, escrevendo esse post porque simplesmente não consigo admitir para ninguém que me sinto o cocô do verme mais horrível da face da terra.

Só quero chorar, e chorar, sumir do mundo.

Socorro! Eu não me reconheço! Tenho até evitado o espelho para não ter q me olhar nos olhos.Passo mal sem razão, minha cabeça parece q vai estourar, não tenho vontade sequer de fazer as unhas, hidratar meu cabelo.

Mas as atitudes daquela pessoa… Ah! Nunca imaginei que um adulto, de nível superior, numa instituição enorme como essa, seria capaz de tamanha falta de senso, respeito, maldade explícita….

Pior é que me sinto tão nada, que algo em mim me culpa por isso, como se eu merecesse ser humilhada por ser tão medíocre.

Sou eu tão medíocre de fato?

Realizei tanto! Me doei! Fiz tanta coisa bacana! E de repente parece que toda essa percepção do que faço é distorcida. Não sei mais quem sou!!!

Perdi noção do que é real e o que não é.

Me sinto intoxicada, envenenada, tenho medo de qualquer atitude. Tenho medo de ser eu mesma.

E eu, uma mulher de 31 anos que sempre soube o que queria, não sabe mais sequer quem é.

Meu melhor foi colocado de escanteio, jogado num canto da sala virada para a parede, de castigo. Impedida de brilhar.

E a pessoa causadora dessea nó na minha gargante, dessa prisão….  de sorrisos com os demais, numa boa como se nada tivesse acontecido… Como se nem se importasse com o mal que está fazendo a mim. Fui colocada de canto, não exerço mais as minhas atividades porque ela quem tem o “poder” de decidir o que eu devo fazer.
Mas será que ela sabe? Deve saber, ninguém conseguiria fazer isso sem querer… Conseguiria?

Fiquei me perguntando porque não consigo falar, revidar a altura, com grosseria…  Então percebi que nunca na minha vida precisei de fato ser mal educada com ninguém, ainda mais com um “parceiro”, colega de trabalho…

Ajuda profissional? Será esse o caminho?

Só sei que respirei fundo para conseguir seguir, e quando soltei o ar, a bexiga estourou. Os pedacinhos estão jogados por ai, nem sei onde estão.